24 de Julho de2024


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CAPA Quinta-feira, 01 de Fevereiro de 2018, 07:00 - A | A

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SEGURANÇA E EDUCAÇÃO

Vereadores encaminham ofício ao Executivo e pedem segurança à Escola Maria Sebastiana

A diretora do colégio, Laudicéia Hochmuller, diz que não foi procurada para falar sobre a atual situação da unidade escolar

Da Redação

Um ofício de solicitação de segurança para a Escola Estadual Professora Maria de Sebastiana foi encaminhado ao prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin, pelos vereadores Juarez Barbosa e Iva Viana. Conforme o documento que foi entregue nesta terça-feira (30), os pais não querem matricular os filhos no local, por conta do índice de violência.

O vereador Juarez conta que o ofício foi feito com base em pedidos de moradores e pais dos bairros Primavera III e Buritis. “Eles relataram que há uma falta de segurança, então buscamos junto ao prefeito uma medida para ser tomada, mas a intenção é que fossem colocados guardas no local”, diz.

A comunidade escolar da Maria Sebastiana não chegou a ser procurada para a  realização do documento, conforme explica o vereador.

Em trecho do documento diz: “...em visita à Escola Profª Maria Sebastiana, foi informado pelos moradores que no ano passado os pais não quiseram matricular os filhos na escola pela falta de segurança na mesma, inclusive há relatos que até mesmo os professores temem ser agredidos.

Desta forma, solicitamos que providências sejam tomadas com relação à segurança dentro e em torno da escola, pois os pais precisam matricular os filhos na escola neste ano letivo de 2018, mas querem trazer para escolas de outros bairros, no entanto, como é sabido, há falta de vagas em todas as escolas, o que requer que sejam tomadas todas as medidas”.

Em contato com a diretora da Escola Maria Sebastiana, Laudicéia Hochmuller, ela relata que os vereadores não procuraram a comunidade escolar para saber da real situação, que segundo Hochmuller, é contrária do que o documento diz. “Foi até uma surpresa para mim, porque como eles fazem um ofício e não vem na escola conversar com os professores ou diretora?”, questiona.

A diretora pontua que reconhece a preocupação dos vereadores, porém, entregar o documento ao Executivo, foi uma atitude por conta própria dos mesmos. “Inclusive (no documento) diz que os professores estão com medo, mas em momento nenhum nós manifestamos isto. Que eles chegassem, sentassem conosco e ouvissem o que temos para falar primeiro. Não registramos ocorrências há anos, em 2017 foi um ano bem tranquilo. Então não entendi o porquê deste ofício”, ressalta.

Em trecho do ofício diz que “...foi informado pelos moradores que no ano passado os pais não quiseram matricular os filhos na escola pela falta de segurança na mesma...”, porém, sobre o número de matrículas, Laudicéia afirma que no ano passado teve quase dois mil alunos e que este ano já ultrapassa 1.300 matrículas. Como as aulas ainda não começaram, a diretora acredita que pode até mesmo faltar vagas no colégio.

A diretora conclui que respeita a preocupação dos vereadores, mas pede que antes é importante buscar o espaço escolar, conhecer a comunidade e os ouvir. “Afinal de contas, nós que trabalhamos na Maria Sebastiana, então nossa opinião conta muito. Admiro a preocupação de pedir mais segurança, porém, isto deve ser para Primavera do Leste inteira e para todas as escolas”, finaliza.  

Escola Militar não será implantada na Maria Sebastiana, afirma a diretora

No início de dezembro do ano passado, o governador Pedro Taques esteve no município e autorizou a construção ou adaptação de uma Escola Militar em Primavera do Leste. Taques citou a Escola Tiradentes em Cuiabá como um exemplo de organização e de qualidade do ensino, e lembrou que os indicadores de desempenho alcançados por ela têm elevado Mato Grosso ao cenário nacional.

O projeto é realizado em parceria com as prefeituras, que disponibilizam os prédios, enquanto a Seduc contrata os professores. Já as equipes gestoras são indicadas mediante escolha da corporação, com a nomeação feita pelo comandante-geral da Polícia Militar.

Na época conversamos também com o secretário estadual de Educação, Marco Marrafon que ressaltou que será feito um processo de implantação em Primavera, porém, para isto depende de encontrar uma estrutura que possa receber a nova escola. Outra opção é adaptar um colégio para os moldes da Escola Tiradentes. “Será discutido se o município receberá um novo prédio ou em reunião com a comunidade, a escola pode receber a militarização, mas isso depende também do conselho escolar”, define.

Laudicéia adianta que a implantação do colégio Militar não irá ocorrer na  Escola Maria Sebastiana.

“Já tivemos a visita da Polícia Militar e a Escola Militar será implantada em Primavera do Leste, mas não na Maria Sebastiana. Nós temos diversos projetos em andamento com juiz, estágio não obrigatório, o Mãe Cidinha, temos parcerias com o banco Sicredi, então é uma escola que está fluindo como deve ser”, defende a diretora.

O vereador Juarez relata ser a favor da implantação de um colégio Militar em Primavera do Leste e que em conversa com autoridades, este sistema trará bons resultados ao município. “Somente com o Proerd vemos que as crianças que participaram do programa possuem uma postura diferente e acho que falta respeito com os professores na escola nos dias de hoje. Esta disciplina acredito que funcionaria”, afirma.

 

 

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